Com pompa, em 2 de Agosto de 2012, Nogueira Leite declarava ter renunciado a todos, TODOS os cargos de administração já HÁ UM ANO quando passou a integrar a administração da CGD.
Nogueira Leite renunciou a todos os cargos quando entrou na CaixaIn: Jornal de Negócios
António Nogueira Leite renunciou a todos os outros cargos de administração de que era titular quando entrou para a administração da Caixa Geral de Depósitos, há cerca de um ano.
António Nogueira Leite está identificado como pertencendo a 25 órgãos sociais de empresas.
Um mês depois, em 4 de Setembro de 2012, supostamente quase ano e meio após o acto de enorme desprendimento, eis que se descobre o carácter de um homem honrado: a CMVM informa, através de comunicado, que Nogueira Leite acabara de renunciar aos cargos que ocupava na EDP Renováveis. Se omitiu a verdade neste caso, como será com as restante 24?
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E qual a razão desta situação? A EDP Renováveis tem sede em Espanha, e o regulador espanhol verificou que não existia qualquer renúncia, mas antes uma suspensão. Ora, como o regulador faz cumprir as leis, eis que foi forçado a largar a zona de conforto.
Lei espanhola obrigou Nogueira Leite a renúncia formal à EDPR
(...)A lei de Espanha, onde está sediada a empresa, obrigou-o a renunciar formalmente.
É que a lei espanhola (a EDP Renováveis tem sede em Espanha) não prevê a figura de suspensão do cargo, sendo necessária fazer uma renúncia formal.(...)
In: Jornal de Negócios
O administrador da Caixa sempre disse que deixou todos os cargos em empresas com cargos remunerados quando entrou no banco público (deixando de ser remunerado por isso), passando a exercer apenas as funções de administrador na CGD e em sociedades por ela detidas.
Como propala o poeta Miguel Relvas, o problema está nos pormenores:
“É importante que, em Portugal, saibamos olhar com tranquilidade e também com profundidade para os problemas e menos para os pormenores”, disse.(...)In: Jornal de Negócios
“Sabemos que os pormenores são apetitosos. Mas tem sido pela importância que damos aos pormenores que Portugal tem ficado aquém das suas expectativas”, acrescentou ainda Miguel Relvas.