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quarta-feira, novembro 14, 2012

Taxa de desemprego bate novo recorde e chega a 15,8%: PSD orgulhoso com "excelente comportamento da economia portuguesa"*


Um sucesso que já vinha de trás... sempre com os mesmos (péssimos) resultados.

Os números do desemprego não param de aumentar. O desemprego jovem mostra uma nação falhada, sem futuro. A Economia está em colapso. E o que diz o Primeiro-Ministro?! "Sabemos que o desemprego vai ainda aumentar antes de ver o seu declínio". Que tem que ser assim, que está tudo a correr como esperado. Ou seja, tudo é intencional. Sinteticamente, o programa de governo tem como desígnio único a desintegração de uma nação. Povo estranho este...  



Taxa de desemprego bate novo recorde e chega a 15,8%
De acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de desempregados em Portugal (seguindo os critérios adoptados pelo INE) ascendeu, durante o período de Julho a Setembro deste ano, a 871 mil pessoas. Houve uma subida de 181 mil face a igual período do ano passado.
In: Público


Desemprego jovem em Portugal atinge 40%
A taxa de desempego entre os jovens subiu para um novo recorde no terceiro trimestre.
In: Jornal de Negócios


Passos Coelho: "Desemprego é um processo pelo qual o país tem que passar"
O primeiro-ministro reagiu aos dados do Instituto Nacional de Estatística que revelam que a taxa de desemprego subiu no terceiro trimestre para 15,8%, um novo recorde, face aos 15% observados no trimestre anterior, afirmando que "o desemprego é um processo pelo qual o país tem que passar". "Sabemos que o desemprego vai ainda aumentar antes de ver o seu declínio".
in: Diário Económico


Passos: Queda do PIB e aumento do desemprego estão "bastante em linha com as previsões do Governo"
São números bastante em linha com as previsões do Governo”, afirmou Pedro Passos Coelho(...) quando questionado pelos dados do emprego e economia hoje divulgados pelo INE.

O PIB caiu 3,4% no terceiro trimestre, agravando o ritmo de quebra. o desemprego atingiu novo recorde nos 15,8%.
In: Jornal de Negócios


PIB português cai 3,4% e agrava queda desde início da crise
O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 3,4% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior quebra homóloga desde o início da recessão na economia portuguesa.
In: Público


*PSD orgulhoso com "excelente comportamento da economia portuguesa"
In: Jornal de Negócios

segunda-feira, outubro 22, 2012

A crise é uma oportunidade: quando gastar muito mais é virtuoso


Reguladores ficam com salários acima do de Passos Coelho
Ao contrário do que tinha sido decidido inicialmente, deixará de haver um limite nos salários a pagar pelos reguladores (...). E, com este abandono, deixa de ser certo que haverá reduções remuneratórias, ao contrário do que estava previsto, uma vez que muitos dos presidentes destas entidades ganham mais do que o primeiro-ministro, (...) fruto da pressão exercida por alguns supervisores e do entendimento, por parte do Governo, de que esse tecto remuneratório poderia dificultar a contratação de gestores, face às remunerações praticadas nos sectores que fiscalizam.

In: Público

domingo, outubro 07, 2012

A arte de poupar: o Estado "poupa" e a Lusoponte engorda


Com o discurso da moralização, o Estado passa a suportar maiores custos. Não existe qualquer poupança para os Contribuintes - antes pelo contrário - enquanto que a Lusoponte é contemplada com um extra de 5,1 milhões de euros. Afinal, quem disse ir combater "a economia que cria rendas aos amigos do poder"?   


A grande golpada
O Governo decidiu extinguir a Fundação das Salinas do Samouco, instituição que o Estado se comprometeu a criar junto de Bruxelas como contrapartida do financiamento comunitário para a construção da Ponte Vasco da Gama.

A fundação tinha por objectivo preservar as salinas que se encontram na Zona de Protecção Especial do Estuário do Tejo. Entre as entidades presentes na génese da fundação, está a Lusoponte, presidida por Ferreira do Amaral, que, como concessionária da ponte, assumiu o compromisso de contribuir com 300 mil euros anuais, até 2030, para o funcionamento da fundação. Com a extinção decretada, o Estado liberta a Lusoponte de qualquer compromisso e transfere todas as responsabilidades para o Instituto Nacional de Conservação da Natureza.
In: Correio da Manhã

A arte de poupar: amigos são paras as ocasiões - conter custos é gastar mais

Dizem que a RTP é demasiado cara. A comunicação institucional, nos últimos anos, tem sido desenvolvida internamente. A nova administração, cujo o administrador considera quem o nomeou o "melhor primeiro-ministro desde Sá Carneiro", incumbida de reduzir custos, prepara a contratação de serviços que são feitos internamente, e por consequência, com maiores custos para a empresa. Esse serviço será prestado por uma entidade que pertence a um amigo pessoal do actual presidente da RTP. Dizem que é tudo normal, e explicam "conter custos não significa deixar de fazer investimentos considerados importantes(...)". Acresce a tudo isso o Despacho do Ministro das Finanças, de 12 Setembro, que impede esse tipo de despesas (que fica dependente da autorização expressa do ministro). Será que o Ministro das Finanças irá tolerar mais uma excepção que implica aumento adicional da despesa do Estado? A acompanhar os próximos episódios...  

sexta-feira, outubro 05, 2012

Rebanho dos inocentes: "Os portugueses são em parte responsáveis pelo que se está a passar. Pedem tudo ao Estado"

No rebanho de deus, nunca houve lugar para remediados ou pobres. Os favores pagam-se. Um regime oportuno de excepção para uns, a expiação das almas e apoio do outro. Um homem bom, convicto e desprendido.


Em entrevista à rádio Renascença, o Cardeal Patriarca critica a relação dos portugueses com o Estado
Os portugueses são em parte responsáveis pelo que se está a passar, porque têm um conceito de vida em comunidade em que o Estado tem obrigação de tudo. Pedem-lhe tudo”, afirma D. José Policarpo, manifestando-se “surpreendido”, no caso das fundações, com a quantidade de entidades que recebiam dinheiros públicos e que reivindicam receber.
In: Jornal de Negócios





Resolução do Conselho de Ministros n.º 79-A/2012:

Imagem da pátria

Acabamos de assistir a uma intervenção cobarde e absurda do Presidente da República. Num momento de extrema dificuldade, quando o desemprego se prepara muito brevemente para ultrapassar a fasquia dos 17%, o Presidente optou por um discurso sem sentido e completamente surreal. Perante o colapso, a destruição de uma nação, o Presidente permanece calado. Assim se percebe a opção por uma cerimónia sitiada, marcada por uma rua deserta de pessoas e repleta de forças de intervenção. Sinais de muito medo. É oficial: Cavaco está senil.

É oportuno recordar que foi a mesma figura que em Abril dizia que existiam sinais de recuperação no 2.º semestre de 2012, e que em 2011 ainda referi:

«Serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição. (...) A nossa sociedade não pode continuar adormecida. (...) É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido (...) Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. (...) Os Portugueses não são uma estatística abstracta. (...) Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.» (Aníbal Cavaco Silva, a 9 de Março de 2011).
In: Presidência da República, via Ladrões de Bicicletas


PS: Jorge Moreira da Silva mostrou de forma cristalina o seu carácter, ainda mais pequeno que a sua estatura. Notável.  

Figuras gelatinosas: o melhor povo do mundo pariu inúmeros invertebrados

Vítor Gaspar: O povo português revelou-se o melhor povo do mundo e o melhor activo de Portugal



«Serei rigorosamente imparcial no tratamento das diversas forças políticas, mantendo neutralidade e equidistância relativamente ao Governo e à oposição. (...) A nossa sociedade não pode continuar adormecida. (...) É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido (...) Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. (...) Os Portugueses não são uma estatística abstracta. (...) Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.» (Aníbal Cavaco Silva, a 9 de Março de 2011).
In: Presidência da República, via Ladrões de Bicicletas


«Queria fazer-vos uma declaração em relação às medidas anunciadas hoje. (...) Vão aumentar as taxas do IRS, em termos práticos, mais 10 ou 15%, face ao que as pessoas pagam todos os meses. O aumento é duplo: chamo à atenção que agora sobem as taxas e há um mês tinham anunciado o corte nas deduções. O que significa que se vai pagar mais ao Estado todos os meses e que se pode deduzir menos, muito menos, em educação e saúde. (...) E, embora o primeiro-ministro não o tenha clarificado, temo que não sejam apenas os trabalhadores que estão no activo, mas também os pensionistas, que vejam o seu IRS agravado. (...) Isto é um bombardeamento fiscal que é negativo para a nossa economia. (...) Eu mantenho a palavra que dei ao eleitorado: o caminho é fazer uma compressão da despesa. É reduzir a despesa que pode ser reduzida. E não é ir pelo aumento de impostos, por aumentos de impostos sucessivos. (...) Eu dei a minha palavra ao eleitorado e mantenho-a: pedi confiança às pessoas para outro modelo fiscal. Não me deram confiança para estar a votar aumento de impostos. (...) Lamento profundamente que os portugueses cheguem cada vez mais à conclusão que o governo não tem palavra, relativamente à questão fiscal, como a muitas outras matérias.» (Paulo Portas, a 13 de Maio de 2010).
In: CDS-PP, com vídeo, via Ladrões de Bicicletas

quarta-feira, outubro 03, 2012

Figura gelatinosa: sem espinha


«Ao longo dos últimos meses, o governo [PS] adoptou, em diversos momentos, medidas gravosas, visando a redução do défice orçamental, que tiveram e têm consequências directas sobre o rendimento das pessoas e das famílias, sobre a actividade das empresas e sobre o desempenho da economia portuguesa como um todo. Sempre que tal aconteceu, o governo garantiu, pela voz dos seus mais altos responsáveis nesta matéria - o primeiro-ministro e o ministro das finanças - que as medidas em causa eram as adequadas e suficientes para a realização dos objectivos pretendidos em matéria de finanças públicas. Impor agora novos aumentos de impostos, cortes nas pensões, no Serviço Nacional de Saúde ou na rede escolar, confirma a estratégia do governo de transformar medidas de emergência - que pelos sacrifícios que impõem aos cidadãos - apenas devem ser assumidas em situações extraordinárias e de modo conjuntural. (...) Ao agir dessa forma, o governo está também a evidenciar, perante o país inteiro, quer a sua incapacidade para cumprir adequadamente aquela que é a sua responsabilidade, quer o seu despudor em transferir para os portugueses  o custo dos seus sucessivos erros. Se estas medidas adicionais são necessárias, é porque o governo não soube, ou não quis fazer, aquilo que a ele - e só a ele - lhe compete.» (Pedro Passos Coelho, a 11 de Março de 2011)
Via Ladrões de Bicicleta

terça-feira, outubro 02, 2012

Figura gelatinosa: Passos Coelho acusa Governo de 'deslealdade e falta de respeito pelo país'



(...) Pedro Passos Coelho, voltou a criticar a forma como o Governo negociou o novo Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) «fazendo de conta que estava a negociar com uma série de pessoas», mas na prática ter «ocultado verdadeiramente o que estava a fazer».

(...) Passos Coelho classificou como «extraordinário» que o primeiro-ministro não tenha conseguido informar o país que estava há três semanas a negociar com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia um conjunto novo de medidas que impõem «sacrifícios graves à sociedade portuguesa para os próximos anos».

«Considero isso de uma deslealdade e de uma falta de respeito pelo país, pelos portugueses, pelas instituições, suficientemente grave para pôr em causa a confiança que o país tem em quem o governa», sustentou, durante uma intervenção na (...) Associação Comercial de Lisboa.
In: Sol

Acordo alcançado em Bruxelas apanhou de surpresa a oposição
O Governo mantém o silêncio quanto ao dia em que o anuncio das novas medidas de austeridade vai ser feito. Os líderes da Oposição criticam esse silêncio. A última vez que foi questionado sobre que medidas iria apresentar como alternativa ao recuo da Taxa Social Unica, Pedro Passos Coelho não quis concretizar. A revelação do acordo alcançado em Bruxelas apanhou de surpresa a oposição.In: RTP

Bruxelas já aprovou medidas alternativas às mudanças na TSU
Sobre se podia concretizar as medidas alternativas, Durão Barroso sublinhou que compete ao Governo a divulgação concreta das mesmas. "O Governo estará talvez à espera da aprovação pelos seus parceiros das medidas que podem garantir os objectivos da consolidação orçamental".

FMI também já conhece alternativas à TSU
In: Jornal de Negócios

quinta-feira, setembro 06, 2012

Hardtalk - um homem impoluto

Perante um jornalista devidamente preparado, que não presta vassalagem ao iluminado, a arrogância tomba, balbuciam-se palavras, as frases feitas tremem. É tão mais difícil quando se exibem as contradições que dizem no momento. É esta figura que está encarregue do desmantelamento do património público?  

"Usain" Borges - a falta que faz gritar
"Digam o que disserem, o programa está a correr melhor do que se pensava." Isto foi António Borges, ontem, na Universidade de Verão do PSD, o programa sendo a aplicação do ditado da troika para Portugal, na sua atual versão (o memorando original, assinado em abril de 2011, já foi revisto quatro vezes), conjugado com as medidas, "além de", que Passos entendeu associar-lhe. Digam o que disserem, diz Borges, referindo-se, supomos, aos números da execução orçamental, que dizem o contrário. Mas, alerta, ele é que sabe. Porquê? Porque tem "conhecimento de causa": "Estava no FMI quando o programa foi desenvolvido."

É vero: Borges era diretor do FMI para a Europa quando o memorando foi negociado. E, apesar de a 15 de abril de 2011 ter invocado uma norma do FMI de não envolvimento de nacionais nas questões dos seus países - "Não vou estar muito envolvido com o processo português - na verdade, vou distanciar-me do programa português e não me vou envolver com Portugal" - a sua proposta enquanto "vice" do PSD na era Ferreira Leite, de baixar dramaticamente a taxa social única, que não estava nos memorandos negociados antes com Grécia e Irlanda, tornou-se não só a medida estrela do português, imposta ao governo de então, que dela discordou abertamente, como do programa do PSD para as legislativas de junho de 2011. Coincidência, claro. Como terá sido feliz coincidência para Borges, que em 2009 defendia "a privatização total" até da Segurança Social, a imposição de privatizações de sectores estratégicos no memorando português - privatizações que, como reconheceu nas declarações de abril de 2011, não estavam noutros acordos. E se concedia que "nem tudo pode ser privatizado e o processo leva tempo porque há interesses nacionais muito importantes a ter em causa", logo a seguir concluía: "As privatizações podem suceder muito depressa. Se se contratar externamente o processo e se se encontrar as pessoas certas para o fazer, pode acontecer muito muito depressa, asseguro-vos."

A pessoa certa, pois. O homem que saiu da direção do FMI Europa direto para se ocupar do aspeto mais lucrativo do programa português (entre o anúncio da saída, em novembro de 2011, e o de que iria supervisionar as privatizações portuguesas passaram 47 dias - incrivelmente, o FMI não impõe regras para tais "transferências"), é sem dúvida um prodígio de rapidez. Já o provara ao passar da Goldman Sachs, no centro da crise financeira internacional, para o FMI; mas ao impor as suas ideias ao País e aplicá-las sem se submeter à prova das urnas, e ser ministro sem nenhuma das desvantagens - da baixa retribuição à interdição de flagrantes conflitos de interesses e ao escrutínio público -, Borges bateu todos os recordes.

Que isto suceda, sem escândalo, no País onde se exige a responsáveis políticos um período de nojo de três anos antes de trabalharem no sector que tutelavam só pode levar-nos a concluir que andamos muito lentos - parados, mesmo. A precisar de uma boa gritaria.

A agenda de transformação estrutural precisa de ser acelerada: Produto Interno Bruto cai com estrondo


PSD orgulhoso com "excelente comportamento da economia portuguesa"
In: Jornal de Negócios


António Borges : "O programa está a correr bem, digam o que disserem. O programa está a correr melhor do que se pensava."
In: Diário Económico

Produto Interno Bruto cai com estrondo
O Produto Interno Bruto (PIB) da zona euro recuou 0,2% na zona euro no segundo trimestre do ano, em relação ao primeiro, tendo Portugal registado a maior descida (-1,2%), divulga hoje o Eurostat.
In: Expresso


Portugal é o país da União Europeia onde o PIB mais caiu no segundo trimestre
A economia portuguesa foi a que mais contraiu no segundo trimestre deste ano, tendo o seu PIB registado uma quebra de 1,2% em comparação com os primeiros três meses do ano.
In: Jornal de Negócios


INE confirma quebra de 3,3% do PIB no segundo trimestre
Economia portuguesa foi penalizada pela quebra da procura interna, com o consumo das famílias a cair perto de 6% e o investimento a afundar 18,7%.

(...)A quebra do investimento privado acentuou-se fortemente. Caiu 18,7% no segundo trimestre, quando nos primeiros três meses do ano tinha descido 12,8%.
In: Jornal de Negócios


Passos Coelho afirmou que agenda de transformação estrutural do país precisa ser acelerada
"A agenda de transformação estrutural não pode perder tempo, precisa até de ser acelerada", disse Passos Coelho, ao discursar na sessão do 25º aniversário da empresa vidreira Verallia. O primeiro-ministro reiterou a "determinação" do Governo em "controlar" o défice das contas públicas e em tomar "todas as medidas que são necessárias para garantir" que as metas de consolidação orçamental "devam ser atingidas". 
(...)"Há prazos que têm vindo a ser, desse ponto de vista, antecipados, para que possamos dar um impacto maior a esta agenda de transformação estrutural", frisou Passos Coelho.
In: Dinheiro Vivo


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Um homem de palavra: Portugueses vão pagar mais IRS - maior desigualdade




Portugueses vão pagar mais IRS
Cerca de dois milhões de contribuintes ficam em risco de subir de escalão e de agravar a taxa de retenção do imposto.

(...)O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues Azevedo, diz que "reduzir escalões é aumentar impostos por reenquadramento", sendo que "as reformas são cirurgicamente estudadas para apanhar o maior número de pessoas, e os escalões mais baixos são os que dão mais dinheiro", justifica.

(...)O responsável alerta que esta mudança poderá afectar sobretudo aqueles rendimentos que estão nas zonas marginais e que hoje pagam uma taxa mais baixa, mas que poderão sofrer um agravamento se forem "aglutinados" no escalão seguinte.

Também o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera (...) que esta pode ser "uma forma discreta e pouco perceptível de aumentar impostos, para um povo pouco habituado a fazer contas".

Economista Paulo Trigo Pereira discorda com redução do número de escalões de IRS
Vídeo
O programa do Governo implica uma redução do número de escalões de IRS, uma medida anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. A maioria dos fiscalistas considera que com esta mudança os portugueses vão pagar mais IRS. O economista e professor do ISEG, Paulo Trigo Pereira, diz que esta medida aumenta a desigualdade.



quarta-feira, setembro 05, 2012

Ir além da troika: não há dinheiro quando convém

Foi declarado que não havia dinheiro, e que era fundamental ir para além do acordado com a Troika. Contudo, desde a primeira versão até à quarta revisão do MoU, sempre constou um ponto onde se refere que o Estado deverá racionalizar e reduzir as transferência de verbas para ensino privado em contratos de associação. O actual Governo não só não reduziu o valor, como o aumentou, tendo vindo a ignorar esse ponto do memorando ao longo das 4 revisões já efectuadas. 

Há questionar que interesses se movimentam nesta área, odne houve um aumento de despesa superior a 6,5%. 


Governo não corta no apoio aos colégios privados
O financiamento do Estado às escolas do ensino particular e cooperativo vai manter-se igual no próximo ano lectivo ao atribuído em 2011/2012, anunciou o Ministério da Educação.

O comunicado que anuncia a assinatura do acordo com a Associação dos Estabelecimentos do Ensino Particular e Cooperativo (AEEP) não refere valores, mas um dirigente do sector disse que no último ano lectivo o Governo pagou 85.280 euros por cada turma às escolas privadas.
In: Sol

Memorando de Entendimento - 4.ª revisão


Em 2012:

O Ministério da Educação e Ciência vai entregar mais de 12 milhões de euros ao ensino particular sem que os próprios colégios saibam a que se destina a verba.
In: Jornal de Negócios

Em 2011:


As escolas privadas com contrato de associação com o Ministério de Educação vão receber mais cinco mil euros por turma do que estava previsto.
In: TSF

O Ministério da Educação e Ciência vai atribuir 85.288 euros [o anterior valor era de 80.080 euros] a cada turma dos segundos e terceiros ciclos do ensino básico e secundário das escolas privadas com ensino público contratualizado, que terão de reduzir turmas.
In: Jornal de Negócios


A pobreza como gerador de riqueza

Em agosto as vendas de carros (ligeiros de passageiros) chegaram somente a 5443 unidades, menos 33,1% do que no período homólogo de 2011 O mercado automóvel nacional bate no fundo com os números de agosto. Apenas 5443 unidades vendidas, o valor mensal mais baixo do ano e correspondente a uma quebra homóloga que vai diminuindo por estarem a ser atingidos mínimos históricos. A Renault continua a liderar e apenas três marcas tiveram resultados positivos: Audi, Land Rover e Porsche

quinta-feira, agosto 16, 2012

Aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades: Governo custa quase 200 mil euros por ano em subsídios de alojamento



Governo custa quase 200 mil euros por ano em subsídios de alojamento

Um ministro, nove secretários de Estado e seis chefes de gabinete recebem subsídio. No término da legislatura, factura passa os 750 mil euros

O Estado gasta mensalmente 15.800 euros com o subsídio de alojamento que é pago aos membros do governo (e chefes de gabinete) que têm a residência de origem a mais de 100 quilómetros de Lisboa.

No total são quase 200 mil euros anuais – mais precisamente 189.600 euros. O que significa que, no fim da legislatura de quatro anos, mantendo os valores (e os ministros) actuais, o erário público terá despendido 758 mil euros com o alojamento dos membros do executivo. Actualmente, um ministro, nove secretários de Estado e seis chefes de gabinete recebem o subsídio. De acordo com os despachos até agora publicados em “Diário da República”, Álvaro Santos Pereira, ministro da Economia, é o único titular de uma pasta governamental a receber este apoio.
In: Jornal I

"Estávamos habituados a promover a economia com subsídios e apoios. Isso não é mais possível", disse o ministro da Economia, Álvaro Santos Pereira.

Álvaro Santos Pereira: "É preciso aprender a viver de acordo com as nossas possibilidades"

terça-feira, agosto 14, 2012

Gente de convicções: O advogado Paulo Núncio desmente o secretário de Estado Paulo Núncio



Fonte: Público


Capitalismo lavado
Nos últimas semanas entraram malas de dinheiro em Portugal. Dinheiro que havia saído ilegalmente, passou por cá, foi amnistiado, pagou imposto e voltou, quase todo, a sair. [...] O cofre do Fisco é um lavatório. É conhecido por uma sigla-palavrão, RERT III, e é basicamente uma amnistia fiscal. Terminou ontem, não foi a primeira, foi a mais rentável de todas. Estamos a falar de dinheiro, muito dinheiro, que ao longo de anos saiu ilegalmente de Portugal.

[...] Com esta amnistia fiscal, mais de 2,7 mil milhões de capitais que tinham fugido ilegalmente de Portugal vieram, nas últimas semanas, absolver-se de culpa. 2,7 mil milhões. É mais do que o Estado corta este ano em pensões e salários dos funcionários públicos.

[...] O Estado abdicou da entrada dos capitais, bastou-lhe cobrar um imposto de 7,5% sobre o capital legalizado. A receita ultrapassou os 200 milhões. O Governo fará disto um sucesso. É o imposto do branqueamento legal. É pragmatismo limpo. É capitalismo sujo.

[...] Há a moral, há a lei e depois há a justiça. E aqui há uma suspeita que se torna legítima, e que é grave. Uma das razões para esta amnistia ter sido tão lucrativa foi o facto de o dinheiro não ter de ficar em Portugal, viajou num vaivém, aninhando-se de novo nas almofadas de uma conta estrangeira onde não se fazem perguntas. Mas há outra razão. A operação Monte Branco. Ou um enorme calafrio.

Como o Negócios hoje revela, nas últimas semanas houve uma corrida à amnistia. Na base dessa corrida terá estado a mediatização do caso Monte Branco, de Michel Canals, e o profuso noticiário sobre gente suspeita, buscada e escutada, que encheu a quota nacional de escândalos de colarinho branco. O próprio secretário de Estado Paulo Núncio admitiu já a correlação. A pergunta é: é para isso que a Justiça se faz notícia, para causar medo e levar os endinheirados a pagar impostos?

Quando alguém adere ao RERT, assina um papel em que assume ter tirado ilegalmente dinheiro de Portugal. É uma confissão de culpa, arquivada no esquecimento do sistema. Em troca, paga 7,5% para ser amnistiado. É uma factura comprada de inocência. Isto não é justiça, é cobrança de impostos. [...]
In: Jornal de Negócios

segunda-feira, agosto 13, 2012

Fanáticos extremistas radicais: BCE quer salários mais baixos para países em dificuldades


BCE quer salários mais baixos para países em dificuldades
O Banco Central Europeu (BCE) recomenda aos países da zona euro sob assistência financeira, e com altos níveis de desemprego, que avancem com mais reformas estruturais para restaurarem a competitividade. Entre elas, sugere que se baixem os salários, nomeadamente o salário mínimo, que em Portugal se situa em 485 euros.

Para isso, o BCE diz, em particular, que é preciso flexibilizar a legislação de protecção do emprego, abolindo a indexação salarial e baixando o salário mínimo.
in: Público


Ordenado líquido dos portugueses caiu 107 euros em dois anos 
 
 
De acordo com cálculos do DN/Dinheiro Vivo a partir dos dados do Banco de Portugal (...), o salário líquido médio apurado nos primeiros seis meses deste ano ronda os 1 020 euros mensais, 107 euros abaixo do valor de há dois anos (era 1127 euros em junho de 2010). A base de dados mostra que é preciso recuar oito anos para encontrar um salário tão baixo




Comissão Europeia: São precisas mais medidas que promovam reduções salariais

1,2 milhões de trabalhadores são pobres
Precariedade, salários baixos e desemprego são o retrato de um país pobre

A Eurostat conta dois milhões e 693 mil pobres em Portugal em 2010, mais 45 mil do que em 2009. A taxa de pobreza nos empregados por conta de outrem é a terceira maior da União Europeia. E está a subir. A par disto, cresce o desemprego e aumentam impostos.

Com base em dados do Eurostat e do INE, mostram que o número de trabalhadores pobres - que vivem com menos de 434 euros por mês - aumentou quase 12% entre 2009 e 2010. São mais 124 mil casos que engrossam este contingente total de 1,2 milhões de empregados pobres.
In: Jornal de Notícias

Mais de 25% dos portugueses ameaçados de pobreza ou exclusão em 2010
Mais de um quarto dos portugueses estavam ameaçados de pobreza ou exclusão social em 2010. Os números divulgados (...) pelo Eurostat revelam que 2,7 milhões de portugueses estavam confrontados com (...) formas de exclusão social.
In: Público

Como é natural, há quem considere o estado de pobreza um sinal de luxúria consumista. Até à indigência geral, há muita gordura para cortar: