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quarta-feira, novembro 14, 2012

Taxa de desemprego bate novo recorde e chega a 15,8%: PSD orgulhoso com "excelente comportamento da economia portuguesa"*


Um sucesso que já vinha de trás... sempre com os mesmos (péssimos) resultados.

Os números do desemprego não param de aumentar. O desemprego jovem mostra uma nação falhada, sem futuro. A Economia está em colapso. E o que diz o Primeiro-Ministro?! "Sabemos que o desemprego vai ainda aumentar antes de ver o seu declínio". Que tem que ser assim, que está tudo a correr como esperado. Ou seja, tudo é intencional. Sinteticamente, o programa de governo tem como desígnio único a desintegração de uma nação. Povo estranho este...  



Taxa de desemprego bate novo recorde e chega a 15,8%
De acordo com os dados publicados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE), o número de desempregados em Portugal (seguindo os critérios adoptados pelo INE) ascendeu, durante o período de Julho a Setembro deste ano, a 871 mil pessoas. Houve uma subida de 181 mil face a igual período do ano passado.
In: Público


Desemprego jovem em Portugal atinge 40%
A taxa de desempego entre os jovens subiu para um novo recorde no terceiro trimestre.
In: Jornal de Negócios


Passos Coelho: "Desemprego é um processo pelo qual o país tem que passar"
O primeiro-ministro reagiu aos dados do Instituto Nacional de Estatística que revelam que a taxa de desemprego subiu no terceiro trimestre para 15,8%, um novo recorde, face aos 15% observados no trimestre anterior, afirmando que "o desemprego é um processo pelo qual o país tem que passar". "Sabemos que o desemprego vai ainda aumentar antes de ver o seu declínio".
in: Diário Económico


Passos: Queda do PIB e aumento do desemprego estão "bastante em linha com as previsões do Governo"
São números bastante em linha com as previsões do Governo”, afirmou Pedro Passos Coelho(...) quando questionado pelos dados do emprego e economia hoje divulgados pelo INE.

O PIB caiu 3,4% no terceiro trimestre, agravando o ritmo de quebra. o desemprego atingiu novo recorde nos 15,8%.
In: Jornal de Negócios


PIB português cai 3,4% e agrava queda desde início da crise
O Produto Interno Bruto (PIB) português caiu 3,4% no terceiro trimestre de 2012 em relação ao mesmo período do ano passado. É a maior quebra homóloga desde o início da recessão na economia portuguesa.
In: Público


*PSD orgulhoso com "excelente comportamento da economia portuguesa"
In: Jornal de Negócios

quarta-feira, outubro 10, 2012

O homem por detrás da cortina - "não existiam e nada previa que viessem a existir": tratado sobre lisura, parte 2


A Tecnoforma, empresa de que Passos Coelho foi consultor e depois gestor, conseguiu fazer aprovar na Comissão de Coordenação Regional do Centro (CCDRC), em 2004, um projecto financiado pelo programa Foral para formar centenas de funcionários municipais para funções em aeródromos daquela região que não existiam e nada previa que viessem a existir. Nas restantes quatro regiões do país a empresa apresentou projectos com o mesmo objectivo, mas foram todos rejeitados por não cumprirem os requisitos legais. As cinco candidaturas tinham como justificação principal as acrescidas exigências de segurança resultantes dos ataques às torres gémeas de Setembro de 2001.
In : Público

domingo, outubro 07, 2012

Absurdo extremamente surpreendido: tratado sobre lisura

Como alguém é gestor de uma empresa e desconhece que tem essa responsabilidade? É coincidência que o actual número 2 do Governo, com a pasta mais importante - privatizações - fosse o responsável na altura pelo programa de que beneficiou a empresa laranja? Certamente, tudo bons rapazes, e tudo não passará de uma mera coincidência. Qualquer pessoa fica extremamente surpreendida com essas coisas.


Empresa de que Passos foi gestor dominou fundo gerido por Relvas
A Tecnoforma, uma empresa de que Passos Coelho foi consultor e administrador, dominou por completo, na região Centro, um programa de formação profissional destinado a funcionários das autarquias que era tutelado por Miguel Relvas, então Secretário de Estado da Administração Local

Os números são esmagadores: só em 2003, 82% do valor das candidaturas aprovadas a empresas privadas na região Centro, no quadro do programa Foral, coube à Tecnoforma. E entre 2002 e 2004, 63% do número de projectos aprovados a privados pelos responsáveis desse programa pertenciam à mesma empresa.

Miguel Relvas era então o responsável político pelo programa, na qualidade de secretário de Estado da Administração Local de Durão Barroso, Paulo Pereira Coelho era o seu gestor na região Centro, Pedro Passos Coelho era consultor da Tecnoforma, João Luís Gonçalves era sócio e administrador da empresa, António Silva era seu director comercial e vereador da Câmara de Mangualde. Em comum todos tinham o facto de terem sido destacados dirigentes da JSD e, parte deles, deputados do PSD.
(...)
Favorecimento? Passos Coelho disse mesmo ao PÚBLICO, que essa ideia é um “absurdo”. (...) O actual primeiro-ministro, que assegura nunca ter sido accionista da empresa, omite, porém, nos seus currículos que foi administrador desta entre 2005 e 2007. Ao PÚBLICO garantiu várias vezes que se desligou dela em 2004, admitindo que a tinha gerido por um “período não muito longo” em 2003 e 2004. No entanto, em 2007 ainda geria a empresa. Em Agosto passado ainda estava em vigor uma procuração dos seus donos que lhe permitia administrá-la.

Confrontado com esses factos, Passos Coelho manifestou-se extremamente surpreendido, afirmando, depois de os confirmar, que se tratava de um “engano” seu.
In: Público - reportagem completa em pdf (amabilidade do Aventar)

(clique na imagem para aumentar)

sábado, outubro 06, 2012

Abismo: Nós sabemos para onde vamos


“Nós sabemos para onde vamos”, diz Passos Coelho

Especialista diz que ferrovia em Portugal ficou ao nível da Serra Leoa
O especialista em comboios Manuel Tão considera que o Governo não tem qualquer estratégia em termos de transporte ferroviário e colocou Portugal ao mesmo nível do que o país tinha em 1970 e lado a lado com a Serra Leoa.

“A evolução dos caminhos-de-ferro portugueses nos últimos 25 anos é a da perda de passageiros. Somos o único país da Europa que acusa perda consecutiva de passageiros: 44%. Estamos ao mesmo nível de tráfego de 1970”, diz este professor da Faculdade de Economia da Universidade do Algarve, num balanço do Plano Estratégico dos Transportes (PET), anunciado há um ano.
(...)
Por isso, “perante políticas destas, Portugal afunda-se ainda mais na dependência do petróleo”. Para Manuel Tão é “quase um milagre como ainda existem” caminhos-de-ferro em Portugal: “Não temos um plano estratégico de transportes, porque não há estratégia. Temos é um plano de extinção de transportes”.
(...)
“A ferrovia, como está, não serve as pessoas, o material é muito antigo. Os governos deviam ter apostado na modernização. Assim vamos contra a tendência do resto da Europa, onde o comboio é o transporte do futuro”, diz.
In: Público

sexta-feira, outubro 05, 2012

Figura gelatinosa: um focado nécessaire em forma de pessoa

Um homem focado. Pela primeira vez em 102 anos de República o chefe do Governo falta às celebrações da sua implantação. Considerou a sua presença "indispensável" num grupo, certamente muito relevante, denominado "Amigos da Coesão". Será que em França o chefe de Governo dispensa o 14 de Julho para ir assistir a um encontro dos "Amigos da Coesão"?

O dito encontro, de tão importante que foi, durou menos de uma hora. Apesar de sem especial significado em Espanha e na Grécia, os respectivos primeiros-ministros nem sequer compareceram, o que comprova a opção focada de Passos Coelho. Entre celebrar a República, o primeiro ministro optou pelo grupo da sueca. Prioridades. O desprezo é uma marca de carácter. Piegas é o que são.


indispensável (in- + dispensável)
1. Que não se pode dispensar.
2. [Figurado]  Habitual; constante; infalível.
s. m.
3. O que é absolutamente preciso. = NECESSÁRIO
4. Bolsa pequena de senhora usada para transportar um conjunto de objetos pessoais.

quarta-feira, outubro 03, 2012

Figura gelatinosa: sem espinha


«Ao longo dos últimos meses, o governo [PS] adoptou, em diversos momentos, medidas gravosas, visando a redução do défice orçamental, que tiveram e têm consequências directas sobre o rendimento das pessoas e das famílias, sobre a actividade das empresas e sobre o desempenho da economia portuguesa como um todo. Sempre que tal aconteceu, o governo garantiu, pela voz dos seus mais altos responsáveis nesta matéria - o primeiro-ministro e o ministro das finanças - que as medidas em causa eram as adequadas e suficientes para a realização dos objectivos pretendidos em matéria de finanças públicas. Impor agora novos aumentos de impostos, cortes nas pensões, no Serviço Nacional de Saúde ou na rede escolar, confirma a estratégia do governo de transformar medidas de emergência - que pelos sacrifícios que impõem aos cidadãos - apenas devem ser assumidas em situações extraordinárias e de modo conjuntural. (...) Ao agir dessa forma, o governo está também a evidenciar, perante o país inteiro, quer a sua incapacidade para cumprir adequadamente aquela que é a sua responsabilidade, quer o seu despudor em transferir para os portugueses  o custo dos seus sucessivos erros. Se estas medidas adicionais são necessárias, é porque o governo não soube, ou não quis fazer, aquilo que a ele - e só a ele - lhe compete.» (Pedro Passos Coelho, a 11 de Março de 2011)
Via Ladrões de Bicicleta

terça-feira, outubro 02, 2012

Figura gelatinosa: Passos Coelho acusa Governo de 'deslealdade e falta de respeito pelo país'



(...) Pedro Passos Coelho, voltou a criticar a forma como o Governo negociou o novo Plano de Estabilidade e Crescimento (PEC) «fazendo de conta que estava a negociar com uma série de pessoas», mas na prática ter «ocultado verdadeiramente o que estava a fazer».

(...) Passos Coelho classificou como «extraordinário» que o primeiro-ministro não tenha conseguido informar o país que estava há três semanas a negociar com o Banco Central Europeu e com a Comissão Europeia um conjunto novo de medidas que impõem «sacrifícios graves à sociedade portuguesa para os próximos anos».

«Considero isso de uma deslealdade e de uma falta de respeito pelo país, pelos portugueses, pelas instituições, suficientemente grave para pôr em causa a confiança que o país tem em quem o governa», sustentou, durante uma intervenção na (...) Associação Comercial de Lisboa.
In: Sol

Acordo alcançado em Bruxelas apanhou de surpresa a oposição
O Governo mantém o silêncio quanto ao dia em que o anuncio das novas medidas de austeridade vai ser feito. Os líderes da Oposição criticam esse silêncio. A última vez que foi questionado sobre que medidas iria apresentar como alternativa ao recuo da Taxa Social Unica, Pedro Passos Coelho não quis concretizar. A revelação do acordo alcançado em Bruxelas apanhou de surpresa a oposição.In: RTP

Bruxelas já aprovou medidas alternativas às mudanças na TSU
Sobre se podia concretizar as medidas alternativas, Durão Barroso sublinhou que compete ao Governo a divulgação concreta das mesmas. "O Governo estará talvez à espera da aprovação pelos seus parceiros das medidas que podem garantir os objectivos da consolidação orçamental".

FMI também já conhece alternativas à TSU
In: Jornal de Negócios

segunda-feira, outubro 01, 2012

Os illuminati: figuras diferentes a mesma face

O discurso é um só: a regressão civilizacional. Primeiro Carlos Moedas, depois, Passos Coelho e agora António Borges, que considerou que Portugal estava "no ponto"... 



O governo respondeu (...) às críticas feitas por vários empresários à alteração da taxa social única (TSU), através do secretário de Estado adjunto de Passos Coelho. Carlos Moedas disse que as "empresas instaladas" não querem que a concorrência seja mais competitiva e estranhou que a falta de liquidez tenha desaparecido repentinamente.
In: Dinheiro Vivo

Segundo o primeiro-ministro, o facto de ter havido "um conjunto de empresários que confessaram publicamente temer represálias que os seus trabalhadores pudessem efetuar".
In: SIC Notícias

O consultor do Governo para as privatizações, António Borges, defendeu que as alterações que o Governo queria fazer à Taxa Social Única (TSU) eram uma medida “inteligente” e acusou os empresários que a criticaram de serem “ignorantes”.

In: Público


In: Diário Económico

quinta-feira, setembro 20, 2012

Calibragem da austeridade equitativa. Sacrifícios modelados: o mundo das excepções não tem fim

(...) O Governo decidiu transformar a entidade numa empresa pública e conceder-lhe novas competências. Além de gerir a dívida do Estado, o IGCP passará agora também a ser responsável pela gestão da dívida das empresas públicas que dependam do Orçamento do Estado (OE) e da sua carteira de investimentos financeiros.

Apesar de passar a ser equiparado a uma instituição de crédito e poder prestar serviços bancários a entidades de administração directa e indirecta do Estado e empresas públicas, o IGCP fica fora da supervisão do Banco de Portugal e apenas responde ao Ministério das Finanças.

O organismo tem ainda luz verde para adquirir bens e serviços até 200 mil euros sem ajuste directo e sem qualquer restrição na escolha da empresa contratada para esse fim. A administração do IGCP escapa também ao limite dos vencimentos no Estado, recebendo pela regra da média dos vencimentos dos últimos três anos no cargo ocupado anteriormente.

No caso da ESAME – entidade criada por este Governo para acompanhar o cumprimento do acordo de Portugal com a troika e fazer a ponte com os credores externos –, o perfil da estrutura foi modificado recentemente, e assemelha-se à de um gabinete ministerial. Esta mudança é visível, por exemplo, nos recrutamentos de pessoal. O anterior regime previa que a ESAME recrutasse funcionários públicos, ou celebrasse contratos a termo e prestações de serviços. Contudo, todos os profissionais recrutados, mesmo que viessem do privado, estavam subordinados ao regime geral de direitos e deveres da Administração Pública.
In: Sol

domingo, setembro 16, 2012

Viver acima das possibilidades: Passos gasta 1 milhão e meio com pessoal



Passos gasta 1 milhão e meio com pessoal
A despesa com os vencimentos brutos do pessoal do gabinete do primeiro-ministro, Pedro Passos Coelho, ascenderá, no final do ano, a cerca de 1,55 milhões de euros, um aumento de quase de 4% em relação aos 1,49 milhões de euros orçamentados para 2012.


PEDRO PASSOS COELHO, Primeiro-ministro
Verba orçamentada: 1 496 476 €
Despesa realizada: 1 552 744 €
Número de funcionários no gabinete: 67

MIGUEL RELVAS, Ministro dos Assuntos Parlamentares
Verba orçamentada: 543 945 €
Despesa realizada: 466 105 €
Número de funcionários no gabinete: 21

PAULO PORTAS, Ministro dos Negócios Estrangeiros
Verba orçamentada: 409 874 €
Despesa realizada: 650 561 €
Número de funcionários no gabinete: 26

JOSÉ PEDRO AGUIAR BRANCO, Ministro da Defesa
Verba orçamentada: 758 917 €
Despesa realizada: 1 080 000 €
Número de funcionários no gabinete: 38

VÍTOR GASPAR, Ministro das Finanças
Verba orçamentada: 498 929 €
Despesa realizada: 769 420 €
Número de funcionários no gabinete: 29

PAULA TEIXEIRA DA CRUZ, Ministra da Justiça
Verba orçamentada: 452 241 €
Despesa realizada: 374 020 €
Número de funcionários no gabinete: 10

PAULO MACEDO, Ministro da Saúde
Verba orçamentada: 546 745 €
Despesa realizada: 532 128 €
Número de funcionários no gabinete: 18

NUNO CRATO, Ministro da Educação e Ciência
Verba orçamentada: 585 111 €
Despesa realizada: 687 006 €
Número de funcionários no gabinete: 26

ASSUNÇÃO CRISTAS, Ministra da Agricultura e do Mar
Verba orçamentada: 617 577 €`
Despesa realizada: 770 478 €
Número de funcionários no gabinete: 26

PEDRO MOTA SOARES, Ministro da Segurança Social
Verba orçamentada: 419 920 €
Despesa realizada: 413 792 €
Número de funcionários no gabinete: 29

MIGUEL MACEDO, Ministro da Administração Interna
Verba orçamentada: 473 500 €
Despesa realizada: 468 590 €
Número de funcionários no gabinete: 21 

ÁLVARO SANTOS PEREIRA, Ministro da Economia
Verba orçamentada: 667 833 €
Despesa realizada: 943 585 €
Número de funcionários no gabinete: 32 €


quinta-feira, setembro 06, 2012

Um homem de palavra: Portugueses vão pagar mais IRS - maior desigualdade




Portugueses vão pagar mais IRS
Cerca de dois milhões de contribuintes ficam em risco de subir de escalão e de agravar a taxa de retenção do imposto.

(...)O bastonário da Ordem dos Técnicos Oficiais de Contas, Domingues Azevedo, diz que "reduzir escalões é aumentar impostos por reenquadramento", sendo que "as reformas são cirurgicamente estudadas para apanhar o maior número de pessoas, e os escalões mais baixos são os que dão mais dinheiro", justifica.

(...)O responsável alerta que esta mudança poderá afectar sobretudo aqueles rendimentos que estão nas zonas marginais e que hoje pagam uma taxa mais baixa, mas que poderão sofrer um agravamento se forem "aglutinados" no escalão seguinte.

Também o fiscalista Tiago Caiado Guerreiro considera (...) que esta pode ser "uma forma discreta e pouco perceptível de aumentar impostos, para um povo pouco habituado a fazer contas".

Economista Paulo Trigo Pereira discorda com redução do número de escalões de IRS
Vídeo
O programa do Governo implica uma redução do número de escalões de IRS, uma medida anunciada pelo secretário de Estado dos Assuntos Fiscais. A maioria dos fiscalistas considera que com esta mudança os portugueses vão pagar mais IRS. O economista e professor do ISEG, Paulo Trigo Pereira, diz que esta medida aumenta a desigualdade.



sábado, janeiro 28, 2012

Falar a verdade é um desígnio

Governo e empresas têm falado em aumentos médios dos transportes de 5%, mas várias assinaturas combinadas sobem muito mais.
(...)
Por exemplo, quem compra a assinatura mensal do combinado CP-Metro e acaba a sua viagem habitual na estação de Queluz (Linha de Sintra) passa a pagar 47 euros e 95 cêntimos. Até agora pagava 25 euros e 20 cêntimos, num aumento de 90 por cento.

Na lista de assinaturas com maiores subidas segue-se o combinado CP-Metro para quem apanha o comboio na estação da Azambuja, um passe mensal que custava 72 euros e 70 cêntimos e passa a custar 95 euros e 5 cêntimos (uma subida de 31%).

Outro combinado, o CP-Metro para quem apanha o comboio na estação da Amadora sobe 28% (31 euros e 85 cêntimos para 40 euros e 65 cêntimos), num aumento idêntico ao que ocorre no combinado Metro-Transtejo (29 euros e 90 cêntimos para 38 euros e 40 cêntimos). 
 TSF

sábado, dezembro 31, 2011

Evasão fiscal é sinal de uma equitativa partilha de sacrifícios


De acordo com dados do Banco de Portugal, de Janeiro a Outubro, saíram de Portugal 1 647 milhões de euros com destino a offshores. Este montante, apesar de em linha com os valores de 2010, contribui para a forte descapitalização do país, sobretudo se somado ao investimento directo de Portugal no exterior, que aumentou 74%, para 9505 milhões de euros. No total, a saída de capitais eleva-se, até ao final de Outubro, a mais de 11 152 milhões de euros.

Esta saída de capitais ganha dimensão quando analisado o período compreendido entre 2000 e 2010, década em que o saldo negativo da balança de rendimentos aumentou 212%, enquanto o saldo negativo da balança comercial cresceu 9%. De acordo com um estudo recente do economista Eugénio Rosa, o défice da balança de rendimentos é tão grave como o défice comercial [bens] ou mais, porque “está a descapitalizar o país e a dificultar o investimento produtivo.

Segundo as estatísticas do Banco de Portugal, o investimento de Portugal no exterior representava em Setembro 30,6% do PIB, enquanto o investimento de carteira ascendia a 72,2% a riqueza nacional

Entre 2000 e 2010 foram transferidos para o estrangeiro mais de 147 mil milhões de euros, causando a descapitalização do país. De acordo com as contas de Eugénio Rosa, deste montante, 71% dos rendimentos transferidos (quase 105 mil milhões) resultaram de “investimentos de carteira e de outros investimentos” que, na sua maioria, “não criaram qualquer riqueza em Portugal, limitando-se a apropriar-se de riqueza interna criada por outros, transferindo-a depois para o estrangeiro, e muitos deles sem pagar qualquer imposto ao Estado, uma vez que estes rendimentos de não residentes estão isentos de impostos”, explica o economista. “Todas estas transferências beneficiaram grandes grupos económicos e financeiros.”


O primeiro ministro diz que a distribuição dos sacrifícios previstos no Orçamento do Estado do próximo ano é a mais justa possível.

domingo, dezembro 18, 2011

Passos Coelho defende a exportação de políticos ignorantes

País tem os menores níveis de escolaridade da Europa
Passos Coelho sugere a emigração a professores desempregados
(...)"Sabemos que há muitos professores em Portugal que não têm, nesta altura, ocupação. E o próprio sistema privado não consegue ter oferta para todos", disse ainda o primeiro-ministro.

(...)Portugal é um dos países da Europa com menores níveis de escolarização da população, segundo o Relatório do Desenvolvimento Humano de 2011, publicado no mês passado pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD).

Enquanto em Portugal a escolarização média da população com mais de 25 anos era de 7,7 anos, na Grécia e em Itália era de 10,1 anos, em Espanha de 10,4. Na Alemanha era de 12,2 e nos EUA de 12,4.